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Além de The Crown: a vida (nada fácil) de rainha em filmes e séries

Há mais de 60 anos, Elizabeth II não só ocupa o trono britânico, mas também é interesse do mundo inteiro. Ingleses ou não, críticos ou apoiadores, todos, por querer ou por acaso, acompanham a vida da monarca, quase sempre tentando um vislumbre de sua intimidade e da família real.

Com A Rainha, Peter Morgan conseguiu saciar um pouco essa curiosidade. O filme de 2006, que garantiu um Oscar a Helen Mirren no papel da própria, conta o que se imaginava terem sido os dias que se seguiram ao terrível acidente que vitimou Lady Di no Palácio de Buckingham.

A Rainha
Helen Mirren no papel de Elizabeth II em A Rainha, filme de Peter Morgan

Na década seguinte, Morgan debruçou-se ainda mais na vida da rainha, desta vez com outros atores e de modo cronológico, em The Crown, série da Netflix cuja quarta temporada estará disponível aos assinantes a partir deste domingo (15/11).

Nesta temporada, com Olivia Coleman (Fleabag) novamente no papel-título após Claire Foy nas duas primeiras, outras importantes figuras da vida real surgirão na narrativa, o que torna essa leva de episódios muitíssimo esperada pelos fãs. A primeira, Margaret Thatcher, vivida por Gillian Anderson (Arquivo X). A outra é Diana, interpretada por Emma Corrin.

Aos interessados, vale lembrar que ambas foram retratadas na sétima arte com algumas cinebiografias (Meryl Streep ganhou o terceiro Oscar encarnando a primeira-ministra em Dama de Ferro enquanto Naomi Watts foi muito menos elogiada pela performance como Princesa de Gales em Diana).

Aos que também adoram acompanhar a vida da realeza, preparamos uma lista com marcantes figuras históricas retratadas no cinema ou na TV, em todas as épocas e em diversas nacionalidades.

Elizabeth (1998)
Filha de Ana Bolena, cuja parte da trajetória pode ser vista no filme A Outra (com roteiro também de Peter Morgan), Elizabeth I reinou de 1533 a 1603. É uma monarca bastante lembrada pelos estudiosos da história inglesa. Inclusive pelos motivos mais triviais hoje em dia, porém absurdos para a época e para a realeza, como o fato de não ter casado — ela acabou ficando conhecida como A Rainha Virgem. Em 1998, tal figura deu sorte à então novata Cate Blanchett, atriz australiana em início de carreira. Pelo papel, ela ficou conhecida e ganhou indicação ao Oscar. Alguns anos mais tarde, em 2007, voltou a encarná-la na “continuação” Elizabeth: A Era de Ouro. Disponível na Netflix.

A Rainha Margot (1994)
As rainhas francesas também sempre exerceram grande atração, vide Maria Antonieta, a mais famosa delas, de quem falaremos daqui a pouco. Mas nessa fita de 1994, inspirada em fatos reais e no livro que Alexandre Dumas escreveu a partir deles, Isabelle Adjani brilha no papel de outra soberana: Marguerite de Valois. Com a França à beira de uma guerra civil, Margot casa-se com Henri de Bourbon. É uma jogada política para unir católicos e protestantes nos idos de 1572. Nada apaixonada e adepta ao balacobaco, a rainha acaba se apaixonando por outro homem. O relato passa ainda pela trágica Noite de São Bartolomeu. Disponível no YouTube e, para aluguel, no site da Amazon EUA.

Maria Antonieta (2006)
Coroada rainha da França ainda adolescente, Maria Antonieta era parte de um acordo entre o país em que recebeu a coroa e sua Áustria natal. Jovem, ingênua e, assim como Margot, nada apaixonada pelo marido, passou a gastar tempo e dinheiro em busca dos grandes prazeres da vida. Acabou guilhotinada na Revolução Francesa. Sofia Coppola adaptou esta trajetória em filme repleto de fantasia, cores de macaron e referências pop. Por exemplo, quando a rainha corre por Versalhes ao som de The Strokes ou ainda quando um All Star surrado e bem moderno aparece em cena. Kirsten Dunst protagoniza. Disponível na HBO GO e na Claro Vídeo.

A Favorita (2019)
Nem Flora, nem Donatela. Aqui a preferida de todos, em tese, é a sofrida Rainha Anne, vivida pela Elizabeth II da fase dois de The Crown, Olivia Coleman (que ganhou um Oscar pelo desempenho no papel). Com câmera em estilo olho-de-peixe, o diretor grego Yorgos Lanthimos faz uma espécie de comédia de humor sarcástico sobre como duas primas ardilosas, interpretadas por Emma Stone e Rachel Weisz, disputaram a atenção, o convívio e, obviamente, os privilégios da monarca em questão. Disponível no Telecine Play.

 

The Great (2020, série)
Ainda nesta recente tendência de rever a história por prisma bem humorado e cheio de ironia, vem esta série, criada por Tony McNamara, co-roteirista de A Favorita. A simpática Elle Fanning (Mary Shelley, Um Dia de Chuva em Nova York) estrela seu primeiro programa no streaming em grande estilo com o papel de Catarina, A Grande, longeva imperatriz russa do século 18. Nicholas Hoult (X-Men: Fênix Negra) também faz parte do elenco, interpretando Pedro III. Disponível no StarzPlay.

 

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995)
Se em nossas terras nunca tivemos uma rainha de fato, tirando Marlene e Emilinha, do rádio, ou a dos baixinhos Xuxa, Carlota Joaquina merece destaque nesta lista. Na vida real ela não é tão lembrada nos livros de história. Contudo, no cinema, a nobre espanhola casada com o príncipe português pode ser considerada responsável pelo ressurgimento da produção nacional após longo e tenebroso inverno de governo Collor e fim da Embrafilme. Foi com Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, de Carla Camurati, que começamos a sair de um dos piores buracos de nossa trajetória audiovisual. Tendo em vista os tempos atuais de fim iminente da Cinemateca e da Ancine, resta saber a quem poderemos recorrer desta vez… Disponível na Claro Vídeo.

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