Cinema

O horror brasileiro é tema de mostra online do CCBB

Impossível falar do cinema de horror brasileiro sem citar José Mojica Marins, o Zé do Caixão, mas em nosso país o gênero tem uma produção bem mais ampla. Isso pode ser visto na programação de macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo, mostra que o Centro Cultural Banco do Brasil promove entre os dias 28 de outubro a 23 de novembro, pela plataforma Darkflix.

Na seleção de filmes tem desde produções assinados por veteranos como Helvécio Ratton (O Segredo dos Diamantes, 2016) e Walter Lima Jr. (Através da Sombra, 2016) e pelos jovens diretores paraibanos Ramon Porto Mota, Ian Abé, Jhésus Tribuzi e Fabiano Raposo.

Os quatro cineastas são responsáveis pela produtora Vermelho Profundo, que tem se especializado na produção de curtas, médias, longas e séries voltadas ao tema fantástico. Um dos destaques da produção foi o longa de episódios O Nó do Diabo (foto no alto, 2018), que chegou a fazer carreira nos cinemas.

morto-nao-fala-filme
Daniel Oliveira (D) protagoniza Morto não Fala, de Dennison Ramalho

A Vermelho Profundo é tema de uma das quatro mostras especiais que acontecerão dentro da programação do macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo. As outras são dedicadas aos diretores Dennison Ramalho, Gabriela Amaral Almeida e, claro, a José Mojica Marins.

Dennison Ramalho é o diretor do premiado Morto não Fala (2019), exibido em mais de 40 festivais no mundo. A mostra dedica a ele inclui esse longa e mais três curtas do diretor. Ele também participa de live com o crítico Marcelo Miranda, no dia 11/11, às 21h30.

Como diretora, Gabriela Amaral Almeida explorou o suspense em filmes elogiados como O Animal Cordial (2018) e A Sombra do Pai (2019), e é também roteirista de Quando Eu Era Vivo (2014), de Marco Dutra, outro filme brasileiro que passeia pelo gênero. Todos estarão na mostra. E no dia 7/11, às 19h, Gabriela dá palestra com o tema “Escrevendo histórias de terror para o cinema”.

Nó do Diabo
O Nó do Diabo, longa da produtora paraibana Vermelho Profundo

José Mojica/Zé do Caixão dispensa apresentações, mas em macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo ele entra na programação não com a exibição de seus longas e, sim, de uma seleção de curtas-metragens raros que o homenageiam ou que têm sua participação. Isso inclui documentário, animação e filmes experimentais.

“O cinema brasileiro não é feito apenas de um tipo de filme e essa é uma boa oportunidade de valorizarmos ainda mais a recente produção do gênero no país”, afirma o curador Breno Lira Gomes, que selecionou 44 produções, entre longas e curtas-metragens.

O filmes serão exibidos gratuitamente na plataforma Darkflix, serviço de streaming do gênero  cinema fantástico. Os longas ficarão disponíveis 24 horas e com limite de visualizações. Os curtas poderão ser vistos por uma semana, para os curtas. 

Debates e palestras também serão online, com inscrições via Sympla. Cursos e lives serão transmitidas pelo Youtube e pelo Instagram da BLG Entretenimento, sem necessidade de inscrição prévia.

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