Teatro

Séries dos anos 70 inspiram websérie Planetelle, de Felícia Johansson

Sabe aquele futuro que a gente via nas séries televisivas da década de 1970, como Perdidos no Espaço e Túnel do Tempo? É nele que se passa Planetelle, websérie criada e realizada por Felícia Johansson, que estreia no YouTube no próximo dia 30 de setembro. Serão quatro capítulos de 10 minutos (estreando um por semana).

Atriz, diretora e professora no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB) Felícia é nome de referência no teatro brasiliense, com notável interesse na experimentação. Experimentação que ela exercita em Planetelle ao lado da filha, Clarisse Johansson, seguidora dos passos da mãe no palco.

E a relação entre mães e filhas é um dos temas que elas tocam neste projeto, concebido como vídeo-teatro, com música ao vivo e as duas atrizes interpretando e dublando todas as personagens, simultaneamente à projeção do vídeo em tela. Devido à pandemia, somente a versão para web será lançada.

Em tom de paródia e bom humor, Planetelle fala também sobre o poder das grandes corporações e da mídia, governantes estúpidos, crises ambientais e fake news, explorando a dublagem enquanto recurso técnico e artístico e muito cromaqui (chroma-key, técnica de efeito visual extensivamente utilizada em produções audiovisuais). 

A websérie, inclusive, é um dos produtos da pesquisa que o Teatro de Mentira, projeto de extensão do Departamento de Artes Cênicas da UnB coordenado por Felícia, realizou em 2019, em parceria com o Grupo de Pesquisa Cinema Expandido, da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, para desenvolver um projeto de pesquisa em composição cênica para cromaqui.

A ação se passa num pequeno planeta habitado exclusivamente por mulheres e à beira do fim. Ali, uma cientista farsante explora sua assistente-cobaia fazendo-a crer que ela é uma andróide, criada em laboratório. A assistente sonha em salvar o planeta, enquanto procura por sua verdadeira origem.

Além duas, aparecem na história uma apresentadora de TV gananciosa, que planeja dominar os parcos recursos hídricos do planeta para vendê-los como refrigerante, uma apresentadora e telejornal e uma robô, que tanto promove quanto resolve conflitos entre as personagens.

A série tem trilha composta por Alex Queiroz, contrabaixista da Orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) e músico de jazz e conta, ainda, com apoio do Instagram (@planetelle.serie), onde é criado todo um Universo Planetelle, com conteúdos, curiosidades, making of, lives e temáticas tratadas na obra.

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