Teatro

Grupo carioca encena peça virtual inspirada em Dois, da Legião

Dois (Mundos), o 13º espetáculo do coletivo teatral carioca Complexo Duplo, está em cartaz, na internet, claro, como tudo tem sido obrigado a ser nestes dias de isolamento social. Sem prejuízo da encenação, afinal, foi especialmente criado para plataformas digitais.

Com dramaturgia e direção de Felipe Vidal, Dois (Mundos) é um experimento cênico em seis episódios, que dialoga com outro espetáculo do Complexo Duplo, Cabeça (um documentário cênico), de 2016 — criado em homenagem aos 30 anos do álbum Cabeça Dinossauro, dos Titãs.

A fonte de inspiração volta a ser um álbum de rock brasileiro. Desta vez, Dois, da Legião Urbana, lançado há 34 anos. Dois (Mundos) se projeta no futuro e vai a 2054, daqui a mais 34 anos, como uma cápsula do tempo, com a intenção de deixar para as próximas gerações um registro do conturbado momento por que passamos.

“O disco Dois, em si, contém dois universos, o dos rocks de contestação e o das canções de amor. Hoje em dia, como naquela época, tanto a contestação quanto os afetos precisam ser potencializados e encontrar espaço para o diálogo”, explica Felipe Vidal.

E completa: “A partir dessas questões do disco e do fato de estarmos vivendo em um momento particularmente polarizado, Dois (Mundos) busca apontar para o futuro. Como o disco foi lançado há 34 anos, a proposta de interlocução é com 2054, 34 anos para frente”

O primeiro episódio foi exibido dia 24/07 e está disponível no YouTube. O segundo será apresentado ao vivo na plataforma Zoom nos dias 7, 8, 13 e 15 de agosto. O terceiro, dias 21, 22, 28 e 29 de agosto; o quarto, dias 4, 5, 11 e 12 de setembro; o quinto, dias 18, 19, 25 e 26 de setembro, e o sexto, dias 2, 3, 9 e 10 de outubro. Sempre às 21h30. Para assistir às apresentações ao vivo, é preciso adquirir o ingresso a R$ 10, no Sympla.

Assim como acontecia com Cabeça, Dois (Mundos) será dividido em dois atos, ou dois lados, como um LP. O primeiro lado é o conjunto de episódios que está sendo apresentado por meio virtual. O segundo ato/lado o grupo espera apresentar ao vivo em 2021.

O Complexo Duplo estreou dez anos atrás, com a montagem de Tentativas Contra a Vida Dela, de Martin Crimp. Consolidou seu trabalho nos dois anos seguintes, com a ocupação do Teatro Gláucio Gill e subiu ao palco pela última vez em 2018, com Catarse (uma para-ópera, também dirigida por Felipe Vidal.

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