Música

10 discos para ouvidos cansados de más notícias

Atravessamos dias difíceis. E não tem como escapar das más notícias. Elas nos chegam pelos telejornais, pelas redes sociais, pelo inevitáveis comentários em conversas com amigos… Aí tem uma hora que é preciso desintoxicar, dar um descanso aos ouvidos, seja simplesmente ouvindo o silêncio, canto de pássaros ou boa música.

Para a última opção, seguem 10 dicas do Boníssimo.blog, discos de diferentes épocas e estilos, nacionais e internacionais, que a gente ouve e sai um pouco de órbita, tal a beleza da música contida neles. Música suave ou às vezes nem tanto, mas boa música. Todos são facilmente encontrados em aplicativos como Spotify e Deezer.

1 – Elis & Tom (1974), de Elis Regina e Tom Jobim
O encontro de uma cantora como Elis e um compositor e maestro como Jobim não poderia dar em outra coisa senão em uma obra-prima. Exemplo: difícil uma outra gravação de Só Tinha de Ser com Você que supere a deste disco.

2 – My One and Only Thrill (2009), de Melody Gardot
Sabe aquela voz suave que sugere se aconchegar e esquecer a vida lá fora? O segundo e até agora o melhor disco da cantora e compositora de jazz norte-americana. Entre ótimas músicas autorais, uma original versão de Over the Rainbown.

3 – Cantar (1974), de Gal Costa
Numa época em que era considerada espécie de Janis Joplin tropical, Gal baixou o tom de voz para gravar esse delicado disco, intimista, com influência bossa-novista. Canção que Morre no Ar dá vontade de flutuar. Lágrimas Negras é de uma perfeição comovente.

4 – Raconte-Moi (2010), de Stacey Kent
Stacey Kent é uma cantora americana simpaticíssima e apaixonada por música brasileira. E este disco todo cantado em francês, o que dá mais graça a suas interpretações, começa justamente com uma deliciosa versão do clássico Águas de Março.

5 – Voadeira (1999), de Mônica Salmaso
Quando se fala em música para acariciar ouvidos, é difícil não lembrar de Mônica Salmaso. Neste, que é o terceiro disco dela, tem belíssimas versões de músicas Cara de Índio (Djavan), Beradêro (Chico César) e Senhorinha (Guinga e Paulo César Pinheiro).

6 – Paris (1994), de Malcolm McLaren
McLaren (1946-2010) não era cantor nem compositor no modo tradicional. Era um produtor que sabia fazer maravilhosas colagens como essa: junta Satie, Doors, Serge Gainsbourg, Miles Davis… num disco-filme que nos leva a um passeio sensorial por Paris. Disponível somente no YouTube.

7 – Infinito Particular (2006), de Marisa Monte
Lançado junto com o Universo ao Meu Redor, que ganhou a preferência do público por ser mais mais colorido, de sambas. Mas Infinito Particular é um grande disco, um convite a uma viagem interior que tem efeito terapêutico. Duvida? Ouça com atenção.

8 – Rio (2008), de Till Bronner
O trompetista alemão fazer uma homenagem à música brasileira neste disco, que teve menos repercussão do que merece. Já começa arrebentando, com Annie Lennox e Milton Nascimento cantando Mistérios. Wanessa da Mata e Melodie Gardot também fazem bonito.

10 – Movimento (2001), de Madredeus
Qualquer disco do Madredeus é um trilha sonora para elevar os pensamentos e a alma, mas este tem algumas das mais lindas músicas do grupo português, como Anseio, Ecos na Catedral e O Labirinto Parado.

 

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