Xilogravura e cordel em mostra no Museu Nacional

A mostra A Xilogravura Popular: Xilógrafos e Poetas de Cordel ocupa uma das galerias do Museu Nacional da República a partir do dia 27 de novembro, reunindo cerca de 300 xilogravuras, matrizes de xilogravuras e álbuns de cordel.

americanas.com.brSão peças de acervos pessoais e de museus, assinadas por gravadores, poetas e cordelistas como Ariano Suassuna, Dila, Jota Borges, Samico, Mestre Noza e Palito, organizados por temáticas.

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Costumes populares, cenas religiosas – milagres e crenças, bichos fantásticos – dragões, leão alado, pavão misterioso, romances, aventuras do cangaço são alguns dos temas destacados pelos curadores Edna Pontes e Fábio Magalhães.

“Incluímos, também, obras de artistas plásticos que, muito embora não façam parte da denominada arte popular, produziram xilogravuras com linguagens de ‘parentesco’ com o Cordel”, informa Fábio.

Livraria Martins FontesA maior parte das obras foi produzida a partir dos anos 1950, quando a xilogravura passou a despertar o interesse de intelectuais e artistas modernos. Isso ocorreu quando a xilogravura que ilustrava os folhetos foi substituída por fotos e pela zincogravura.

“Ao mesmo tempo, porém, os gravadores começam a receber encomendas para produzir uma xilogravura independente do cordel e começam a fazer as ilustrações em um tamanho muito maior de o tradicional 15×7”, explica Fábio Magalhães.

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A Xilogravura Popular: Xilógrafos e Poetas de Cordel
De 27/11/2018 a 10/02/2019, terça a domingo, de 9h às 18h30, no Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Entrada franca.

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