HQ Ciça, a Menina Saci tem 1º episódio lançado online

Folhear revistas em quadrinhos é, sem dúvida, um enorme prazer para quem aprecia o gênero. Mas é difícil resistir à tentação das facilidades da internet para fazer um trabalho chegar mais rápido ao leitor.

E foi isso que fez a dupla brasiliense Bruno Prosaiko e Lucas Marques — responsáveis pela revista e selo independente Aerolito. Eles acabam de lançar online o primeiro episódio da HQ Ciça, a Menina Saci,  produzida pelos dois.

O plano deles é publicar mais sete episódios no site Ciça Saci, sempre com visualização gratuita e com opção de audiodescrição. No fim, serão quase 100 páginas de quadrinhos, com histórias criadas pelos dois, desenhadas por Lucas e colorizadas por Bruno.

Ciça, a Menina-Saci - página

“Em um ambiente tão sobrecarregado de informação e movido pela novidade como é a internet, a expectativa é que nossas histórias atinjam e envolvam o público”, diz Bruno. Mas a intenção é não ficar somente no virtual.

Futuramente, a dupla pretendem compilar em uma publicação impressa os quadrinhos de Ciça, que são inspirados no folclore brasileiro e na cultura pop e têm humor e aventura como ingredientes principais.

A protagonista é uma menina-saci de 9 anos, esperta, brincalhona e de personalidade forte. Ciça e seu melhor amigo vivem num mundo fantástico, onde frequentam uma escola eternamente em reforma e convivem com seres surreais.

Ciça, a Menina-Saci - logo 1

“O Bruno tirou da gaveta uma personagem que tinha bolado anos atrás para um concurso, e juntos reformulamos completamente o conceito inicial – muito diferente do que é agora”, conta Lucas.

Segundo ele, a personagem surgiu da nossa vontade de revisitar o folclore brasileiro e (numa abordagem leve) temas complexos, como construção de identidade, polarização política, relacionamentos abusivos, amadurecimento e machismo.

A série é dirigida ao público infanto-juvenil e, segundo os autores, evita reproduzir estereótipos racistas, muitas vezes associados ao saci. “Para isso, reforçamos nossa autocrítica e buscamos a orientação de uma leitora de sensibilidade especialista no assunto”, detalha Prosaiko.

 

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