Filmes de arte online: vale a pena assinar o MUBI?

Já respondendo à pergunta do título: não, se você gosta apenas de ver um filmezinho de vez em quando para desopilar. Sim, se você é um cinéfilo assumido, frequentador do circuito alternativo de cinema, “doente” por filmes de arte.

O MUBI, para quem não sabe, é um serviço de vídeo sob demanda, igual à Netflix, mas dedicado a um nicho bem específico. Tem produções independentes recentíssimas, clássicos, filmes que passaram por festivais.

É ótimo, mas tem pelo menos dois sérios senões. O primeiro é o preço. Cobrado em dólar e caro, se tomarmos como parâmetro outros serviços, como Netflix, Amazon Prime e GloboPlay. São US$ 8,50 por mês — o que dá cerca de R$ 31.

O Imperio dos Sentidos
O Imperio dos Sentidos (1976), de Nagisa Oshima: adicionado recentemente

Até aí tudo bem. Mas há uma seção de locações só de filmaços. Serão acrescidos US$ 2,99 (em torno de R$ 11) a sua fatura mensal por cada um que você assistir. E se você gosta mesmo de cinema, vai ficar muito tentado a ver ou rever algum deles.

São títulos como O Medo Consome a Alma (1974), de Rainer Werner Fassbinder, Os Amantes da Ponte Nove (1991), de Leos Carax, A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni, e Amores Expressos (1994), de Wong Kar-Wai.

Mas o problema mais grave é a falta de legendas em português em muitos dos filmes, principalmente as produções independentes inéditas no Brasil, como Ma (2015), de Celia Rowlson-Hall, e Down in Shadowland (2014), de Tom Dicillo.

Uma Nova Amiga
Uma Nova Amiga (2014), de François Ozon: legendas só no computador

E em muitos casos o filme tem legendas se acessado pelo computador, mas não tem se acessado pelo aplicativo na smart TV. É o que acontece, por exemplo, com Uma Nova Amiga (2014), de François Ozon.

Se nenhum desses problemas lhe incomoda, então faça a festa. O MUBI é uma verdadeira cinemateca em casa, ou na palma da mão. A seleção de filmes é de primeira, incluindo tanto produções recentíssimas quanto clássicos.

Outra coisa é que os filmes ficam “em cartaz” por 30 dias e o serviço indica o tempo que falta para cada um sair do ar. Assim você pode se organizar e ver o que lhe interessa, em vez de se perder na infinitude de opções da Netflix, por exemplo.

A assinatura também dá acesso ao Notebook, uma revista eletrônica de cinema, e ao Feed, uma espécie de blog que traz algumas novidades exclusivas, como o trailer do novo filme de Gaspar Noé, Climax.

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