Casa de chá itinerante circula por Brasília

Por Carol Valadares ( * )
Publicado originalmente no blog Sucupira

Eu saí de lá com a sensação que tinha muito mais coisa pra conversar com o Fabio Sucupira (sim ele tem o mesmo sobrenome que eu, mas não é meu parente) Pedroza, mentor da casa de chá itinerantes Vai Tê Té.

Ficamos conversando quase duas horas e o papo não acabava. É que o mundo dos chás e tão cheio de histórias e tradições que não vou conseguir dizer nem a metade pra vocês. E não pense que chá é só aquela bebida que a gente usa pra tratar doença, não.

O mundo é tão vasto quanto o dos vinhos e cada chá tem sua forma de fazer, tempo de infusão, harmonização com a comida, misturas (blends), tempo de envelhecimento e tem até curso de sommelier pra quem quer aprofundar no assunto.

LPM

O fato é que o Fabio quer divulgar a cultura do chá em Brasília. Ele, que adora a bebida e toma desde mais novo, começou trazendo chás de viagens que fazia para beber com os amigos, a lugares como Suécia, Alemanha, Espanha e Inglaterra.

“Embora o Brasil seja o 36º produtor de chá do mundo, não estamos entre os que mais tomam a bebida. Não estamos nem perto da Argentina, por exemplo, que tem mais tradição”, conta Fabio, que fez cursos no El Club del Té e na Escuela Argentina de Té, em Buenos Aires

Ele, que não bebe nada de álcool, nem café, viu que sua coleção estava tão grande, que resolveu compartilhar. O pontapé foi quando banda em que tocava baixo (A Móveis Coloniais de Acaju) acabou. Foi aí que o gosto pelo chá transformou-se num projeto.

Fabio costuma participar da feirinha do Mercadinho Brasília no Brasília Shopping (aos sábados). Durante as feiras, a Vai Tê Té oferece mais de 200 tipos de chás — pacotinhos de até 20 gramas (R$ 20 a R$ 35).

Entre eles, chás preto, verde, amarelo, branco, oolong (chá chinês entre o chá verde e o chá preto) e puerh (um chá chinês que sofre um tipo de fermentação natural). Também vende infusores, chaleiras e até drinques feitos com chá e bebidas alcóolicas.

E além de vender a bebida, nesses eventos Fabio promove degustações — R$ 30 por pessoa — e compartilha o que aprendeu sobre chá em suas viagens. Faz isso também em frequentes workshops.

Pedi ao Fabio para contar alguns segredinhos do chá e ele deu quatro dicas que compartilho com vocês:

– O tempo de infusão (contato do chá com a água) do chá verde é muito rápido. Não é preciso mais que dois minutos.
– Para despertar a erva, umedeça-a um pouquinho e deixe repousando uns 20 segundos, antes de colocar toda a água. O sabor do chá ficará mais intenso.
– Não coloque o chá para ferver na chaleira. É melhor colocar a erva na xícara e colocar a água depois.
– Prefira sempre os chás naturais aos envelopados

( * ) Carol Valadares Sucupira é jornalista com vasta experiência em assessoria de imprensa e desde dezembro de 2016 vem explorando o lado mais agradável de Brasília em deliciosas matérias em seu blog, o Sucupira — O Lado B de Brasília. Acesse o link que lá tem outras descobertas interessantíssimas da Carol.

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