A versatilidade de Athos Bulcão em mostra no CCBB

Para muita gente o trabalho de Athos Bulcão está representado pelos azulejos que enfeitam prédios residenciais e monumentos de Brasília. Mas a versatilidade do artista vai muito além do colorido geométrico.

O aniversário de 100 anos de nascimento de Bulcão traz uma oportunidade de se descobrir o quanto eram ampla sua criatividade e capacidade de trabalhar com diferentes técnicas e suportes.

A exposição “100 Anos de Athos Bulcão”, que será aberta ao público nesta terça-feira (16/1) no Centro Cultural Banco do Brasil, vem com o propósito de fazer um profundo mapeamento e provocar uma imersão do visitante nessa diversidade do artista.

DIEGO BRESANI Painel de azulejos das paradas de descanço do Parque da Cidade, 1985, 2013 REDUX
Painel de azulejos das paradas de descanso do Parque da Cidade (1985), por Diego Bressani

Com curadoria de Marília Panitz e André Severo, “100 anos de Athos Bulcão” reúne trabalhos produzidos dos anos 1940 a 2005, entre desenhos, pinturas, fotomontagens, cenários e figurinos e, evidentemente, o trabalho de Athos Bulcão em azulejaria,

São mais de 300 trabalhos, incluindo obras inéditas. A maior parte integra o acervo da Fundação Athos Bulcão. Além disso, os curadores optaram por incluir trabalhos de artistas que conviveram com ele e forma direta ou indireta.

A exposição é dividida em oito núcleos e, ao longo de todo o percurso, o visitante poderá conhecer alguns dos relevos acústicos desenvolvidos pelo artista e divisórias utilizadas em diversos prédios públicos, que são exemplo de originalidade e funcionalidade.

O Núcleo 1 apresenta o caráter figurativo, menos conhecido na obra de Athos Bulcão, em que predominam cores puras e tons terrosos e a representação de festas profanas e imagens religiosas. Vestes litúrgicas e projetos para painéis e vitrais de igrejas também integram este núcleo.

As fotomontagens em preto e branco estão no Núcleo 2, seguidas pelas “pinturas objetos” no Núcleo 3. A poesia geométrica é o ponto principal do Núcleo 4, enquanto o núcleo seguinte revela as incursões do artista no universo gráfico e no teatro (cenários e figurinos).

O Núcleo 6 reúne construções/montagens (que integração arte e arquitetura). O penúltimo núcleo convida o visitante a interagir com projetos de painéis de azulejos. E a mostra encerra com as influências de Athos Bulcão na obra de outros artistas.

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“100 anos de Athos Bulcão”
De 16/1 a 1/4, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul), de terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca. Depois de Brasília, a mostra vai passar pelas unidades do CCBB em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

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