Há mais pra ouvir do que o “então é Natal…” da Simone

Nós, brasileiros, adoramos adotar hábitos de primeiro mundo como forma de nps sentirmos parte dele. Mas uma tradição anglo-saxã que encontra certa resistência no Brasil é a de cantores lançarem, a cada fim de ano, discos voltados à época natalina.

Aqui, vocês lembram, a coitada da Simone se tornou alvo de brincadeirinhas jocosas desde que lançou o álbum “25 de Dezembro”, em 1995.

Verdade que é chato ouvir o tempo todo ela cantando “E então é Natal…?” nos shoppings e lojas de departamentos quando dezembro se aproxima. Mas não vamos crucificá-la. Simone não tem culpa se em 22 anos não surgiu outro disco nacional de época tão icônico.

Enquanto isso, no territórios de língua inglesa há uma diversidade de gravações do gênero que se multiplicam a cada dezembro. Este ano, lançaram discos de Natal, por exemplo, Sia (“Everyday is Christmas”), Hanson (“Finally Is Christmas”) e Gwen Stefani (“You Make It Feel Like Christmas”).

Nos últimos anos, também apareceram por aqui discos natalinos de Susan Boyle, Mariah Carey, Cindy Lauper (ambas já têm dois álbuns no gênero) e até um da série “Glee”, com músicas do episódio especial natalino, em 2010.

Nem roqueiros e artistas mais alternativos escapam à tradição. As bandas Coldplay (“Christmas Lights”), Killers (“Boots“) e Snow Patrow (“When I Get Home for Christmas“) e a dupla cult She & Him, da atriz Zooey Deschanel, entraram nessa.

Annie Lennox também. “A Christmas Cornucopia” (2010) é, aliás, um dos mais bonitos discos do gênero “Santa-Claus music”. “Christmas” (2012), de Michael Bublé, é outro bem bacana. Tem uma participação das Puppini Sisters em “Jingle Bells”, que paga o disco.

E, encerrando a lista de citações, Lady Gaga também saiu com o EP “A Very Gaga Holiday“, em 2011, que só tem quatro músicas, mas é o suficiente para ela mostrar mais uma vez que canta pra caramba.

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