A merecida ressurreição de Agatha Christie

O título deste post não faz sentido. Agatha Christie (1890-1976) não ressuscitou de sua morte física, é claro. Sua obra tampouco poderia ressuscitar, já que seus livros nunca  deixaram de ser reeditados e lidos, ainda que não figurem nas listas de best-sellers.

Isso tem uma razão. A narrativa eletrizante e elegante da autora sempre há de encontrar leitores interessados em boas e bem contadas histórias de mistério. Mistério que Agatha Christie sabe reter e entregar na hora certa como ninguém.

Mas o lançamento da nova adaptação de “Assassinato no Orient Express” para o cinema aumenta as chances dessa literatura encontrar seus leitores. Há tempos os livros da autora não ganhava tanto destaque nas estantes das livrarias.

Quem assistir ao filme de Kenneth Branagh e quiser conhecer mais de Agatha Christie vai encontrar praticamente todos os livros dela em edição brasileira. A editora L&PM tem vasto catálogo da autora e continua o atualizando. Este mês, saíram, por exemplo, “Mistério no Caribe” e “Convite para um Homicídio”.

O catálogo da editora inclui as tramas protagonizadas pelo detetive Hercule Poirot e as de Miss Marple. Inclui também romances que a escritora lançou sob pseudônimo de Mary Westmacott, nos quais dava vazão a seu lado romântico.

Em novembro, aliás, a L&PM lançou uma nova versão em quadrinhos de “Assassinato no Orient Express”. A história ganhou adaptação do alemão Benjamin von Eckartsberg e ilustrações do chinês Tsai Chaik.

Assassinato no Orient Express em HQ

Essa não é a primeira, há uma outra versão em HQ, dos franceses François Rivière e Solidor, também ainda em catálogo. Apesar do esforço dos ilustradores, porém, nada se compara à prosa de Agatha Christie.

Vale lembrar que  “O Assassinato… ” já foi levado ao cinema antes, por Sidney Lumet, em 1974. Mas a apreciação da obra em quadrinhos ou em filme, seja qual for a versão, não deve tirar o prazer da leitura dos originais.

Ainda em novembro, saiu pela L&PM um volume com quatro histórias, “Poirot: Os Crimes Perfeitos”. Inclui “O Assassinato de Roger Ackroyd” (1926), livro de estreia da autora, “Assassinato no Orient Express” (1934), “Assassinato no Beco” (1937) e “O Natal de Poirot” (1938).

É uma ótima introdução ao universo da “dama do crime”. Mas se você se viciar, recomendo (na falta de um título essencial na lista da L&PM, “O Caso dos Dez Negrinhos”) ler “Cai o Pano: o Ùltimo Caso de Poirot” e “Morte no Nilo” — adaptado para o cinema em 1974.

Vale também conhecer os escritos de Agatha Christie para o teatro, reunidos no volume “Testemunha de Acusação e Outras Peças”. O texto destacado no título foi outro da autora que deu origem a um belo filme em 1957, dirigido por Billy Wilder, com Marlene Dietrich no papel principal.

 

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