Três coletivas imperdíveis em cartaz e por que vê-las

Três exposições em cartaz na cidade oferecem ao visitante a oportunidade de conhecer, num único passeio, o trabalho de diversos artistas brasileiros contemporâneos, de diferentes vertentes. Juntas, elas compõem um vultoso painel da produção nacional nas artes visuais nas últimas cinco décadas. Todas têm entrada franca.

Contraponto
A mostra reúne parte do acervo do colecionador Sérgio Carvalho, que inclui obras de 33 artistas brasileiros. Entre eles, Antônio Obá, César Meneghetti, Elder Rocha, Fábio Baroli, Gisele Camargo, Grupo EmpreZa e João Angelini. A curadoria é da historiadora Tereza de Arruda. Na Galeria 2 do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios), até 25/2, de terça a domingo, das 9h às 18h.

Por que ver: é uma rara chance de acesso ao tesouro artístico guardado por Sérgio Carvalho. Radicado em Brasília desde 1970, ele iniciou sua coleção nos anos 1990, e hoje detém representativa amostra da produção nacional, com quase 2 mil obras, de 164 artistas.

“Os Fios e a Trama: Arte e Colecionismo”
Mostra de acervo da Referência Galeria. A intenção do curador Márcio Tavares foi questionar a importância da criação de coleções privadas como forma de preservação do patrimônio artístico e de fomento à produção de conhecimento. São obras de 27 artistas brasileiros, produzidas a partir dos anos 1960. Alex Flemming, Athos Bulcão, Carlos Vergara, Claudio Tozzi, Galeno, Gê Orthof e Virgílio Neto entre eles. Na Referência Galeria de Arte (202 Norte), de 11/12 até 3/3, segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado, das 10h às 15h. Dia 19/12, às 18h30, haverá conversa com o curador e visita guiada.

Por que ver: as obras reunidas recontam parte da recente história da arte brasileira, sobretudo em sua transição do moderno ao contemporâneo. Além disso, vale conhecer a Referência, uma galeria criteriosa em seu acervo e interessada não só na venda, mas também na divulgação da arte.

“Fronteiras da Pintura – Fronteiras da Ilusão”
Obras de 11 artistas brasileiros compõem a mostra, que propõe um diálogo sobre a pintura e suas relações na arte contemporânea. André Santangelo, Elyeser Szturm, Evandro Soares, Hermano Luz, Pedro Gandra, Talles Lopes e Ursula Tautz. A exposição tem curadoria de Onice Moraes (da Referência Galeria) e texto da crítica de arte Angélica Madeira. No Museu dos Correios (Setor Comercial Sul), até 24/2, de terça a sexta, das 10h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

Por que ver: pela diversidade de trajetórias, experiências e produções alcançada pela seleção, que inclui pintura, desenho, fotografia, escultura, performance e vídeo, sem hierarquizar ou privilegiar qualquer um desses suportes.

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