Biografia revela o lado mais frágil de Hemingway

Uma nova biografia de Ernest Hemingway (1899-1961), publicada pela editora americana Knopf no primeiro semestre, traz à tona detalhes da personalidade do escritor americano que destoam da imagem de machão exibida por ele ao longo de toda a vida.

Escrita por Mary V. Dearborn, biógrafa que já contou em livro as vidas de Norman Mailer (1923-2007) e Henry Miller (1891-1980) — outros dois escritores que foram símbolo de virilidade — o livro destaca a insegurança de Hemingway em relação à própria sexualidade.

Não que fosse um homossexual enrustido, ela ressalva.

“Foi indubitavelmente queer (de gênero ambíguo). Superou, se preferirem, o fato de se definir como gay. Inverteu as expectativas existentes sobre a identidade e o comportamento de homens e mulheres”
(Mary V. Dearborn)

No livro, Mary V. Dearborn conta que o escritor era fascinado pela androginia e tinha fantasias sexuais com cortes de cabelo. Costumava pedir às suas companheiras que o usassem bem curto. Deixou o dele crescer e chegou a tingi-lo de loiro e acaju.

O jornalista Álex Vicente, do El País, conversou com a autora e publicou uma extensa matéria sobre a biografia — ainda sem previsão de uma edição brasileira. Vale a leitura.

Leia: Um ‘supermacho’ em dúvida: a face oculta de Hemingway

Anúncios