Um corpo nu incomoda muita gente…

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O ser humano é, realmente, um animal esquisito. A começar pela forma como lida com o próprio corpo (e dos seus semelhantes). Por mais que a humanidade avance, essa relação é ainda antinatural, de estranheza.

Por séculos e séculos, o corpo humano foi desnudado de diferentes formas em telas, esculturas, fotografias, filmes, revistas médicas, revistas eróticas… Nada, no entanto, conseguiu fazer com que ele se tornasse familiar aos olhos da espécie.

E a nudez continua sendo um dos principais tópicos das polêmicas que alimentam diariamente as redes sociais e o mundo virtual. A curiosidade ou o incômodo causados por um corpo nu, ou parte dele, faz a festa dos caçadores de cliques.

A famosa que casualmente mostrou parte do que não devia durante um evento pode render milhares de acessos. A imagem do peito de uma mãe que amamenta em público pode gerar discussão sem fim sobre o direito daquela mulher “exibir” o seio ou não.


Não é espantoso que em pleno século 21 a gente ainda tenha manifestações tão histéricas diante da imagem de nosso corpo despido? Claro que tudo isso envolve conceitos morais (movediços, sinuosos, subjetivos) e… o sexo.

O problema da humanidade com o corpo nu, evidentemente, tem tudo a ver com o sexo e com os tabus, medos e mitos que o envolvem. E a função do corpo como fonte de prazer torna-o alvo predileto dos tiranos e dos conservadores.

Afinal, um homem nu, em paz com seu corpo e com sua sexualidade, é um perigo! Curiosamente, ao “vestirmos” a nudez com tantos tabus, demos a ela uma força revolucionária.

Evidentemente, já foram escritos tratados sobre o assunto, mas não há como não refletir sobre tudo isso diante das notícias recentes envolvendo arte, nudez, sexo, repressão. Por que cargas d’água temos tanto medo do que trazemos sob as roupas?

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