Portugueses fazem bela homenagem a David Bowie

Divulgação

Vem de Portugal uma bela homenagem póstuma a David Bowie, feita por outro David, o Fonseca. É “Bowie 70”, um disco em que 13 canções do pop star inglês são recriadas em diferentes vozes.

Português que faz carreira cantando em inglês, David Fonseca chamou vários conterrâneos para dividir com ele os vocais. Decisão acertada, como acertadas foram as escolhas dos intérpretes de cada faixa.

Quem poderia imaginar Antonio Zambujo cantando “Life on Mars”? Ou Camané interpretando “Space Odity”. Aqui, as canções parecem feitas para eles. Do time de convidados, aliás, os dois são os mais conhecidos pelas bandas de cá.

Os demais são todos gratas surpresas para brasileiros pouco curisosos em conhecer a música portuguesa. Manuela Azevedo (do Clã) conquista à primeira audição com a versão lenta e super cool de “Modern Love”. Catarina Salinas (da Best Youth) não faz por menos em “Blue Jean”, mais próximo do original mas que

Bowie 70Mas, na verdade, é injusto destacar este ou aquele. “Bowie 70” é um disco harmonioso, ótimo da primeira à última faixa. Reverente e ao mesmo tempo com uma pegada própria. Além disso não se prende ao Bowie dos anos 1970, com sugere o título.

Tem músicas de outras décadas, como a oitentista “Absolite Beginners”, na voz de Tiago Bettencourt, que abre o disco, e o canto de cisne de David Bowie, “Lazarus”, única cantada pelo “dono” do disco. O homenageado com certeza aprovaria o resultado.

No site de David Fonseca tem um documentário interessante sobre os bastidores da produção de “Bowie 70”.

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