“Valerian” é uma delirante experiência lúdica

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Seu eu começar a contar aqui a história de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, este post não termina hoje. É bem rocambolesca a saga dos heróis Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevinge). Mas a trama é o de menos nesta produção milionária dirigida por Luc Besson.

O diretor francês gastou 200 milhões de dólares no filme, considerado o mais caro já produzido na França (embora falado em inglês). E tudo isso para levar o espectador numa viagem psicodélica que vale por si só.

O longa é adaptado dos quadrinhos “Valérian e Laureline”, da dupla Pierre Christin e Jean-Claude Méziéres, publicada entre 1967 e 2010. Por isso tem muito de uma ficção científica à antiga, mais plena de fantasia e menos preocupada com reflexões metafísicas.

Visualmente deslumbrante e às vezes kitsch, com fartas doses de aventura, humor e algum romance, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é uma experiência lúdica e só. Você pode até se perder na narrativa, mas vai se divertir com um ou outro (ou muitos) detalhes.

O filme de Besson recicla alguns dos clichês mais saborosos das obras do gênero, como os bizarros e engraçados seres intergalácticos e um futuro visualmente extravagante e colorido. Recicla, inclusive, ideias dele próprio, como é o caso da personagem de Rihanna.

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Bubble (Rihanna) é um ser de uma espécie que pode tomar a forma de qualquer coisa, e por isso atua como artista performática. Lembra a Diva Plavalaguna (Maïwenn Le Besco), de “O Quinto Elemento” (1997), de aparência esquisita e encantadora voz de soprano.

O alto investimento já indica que “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é um filme feito para o mercado, para a diversão pura — embora não deixe de ter a marca de seu realizador. E nesse aspecto, é produto que vale a pena ser consumido.

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