Cozinha dos refugiados será tema do Slow Filme

Divulgação

Entre 14 e 17 de setembro, a cidade histórica de Pirenópolis, em Goiás, recebe a oitava edição de um festival de cinema único no país em sua proposta, o Slow Filme — Festival Internacional de Cinema e Alimentação.

Concebido em 2010 pelo cineasta e crítico Sérgio Moriconi, o Slow Filme usa desde então o cinema para lançar um olhar amplo sobre o tema gastronomia, tirando-a da mesa do restaurante para ir além.

O evento — realizado pela produtora Objeto Sim com curadoria do próprio Moriconi — reúne filmes que associam a comida à produção, sustentatibilidade, relações sociais e de trabalho, patrimônio cultural e história, entre outros temas.

Este ano, o Slow Filme coloca em evidência um tema bastante pertinente, a cozinha dos refugiados. Nos 20 títulos selecionados será possível perceber como a intolerância separa e como a comida é capaz de unir os povos.

Além dos filmes, no Cine Pireneus, a programação estende as discussões a uma série de oficinas, palestras e degustações. Todas as atividades são gratuitas, exceto as degustações — por isso é justo colaborar com a vaquinha virtual de apoio ao evento.

Entre os convidados desta edição, estarão Maria Conceição Oliveira, representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo, e a cozinheira Fatou Aboua, da Costa do Marfim, que vai preparar a comida de seu país no restaurante Montserrat.

Confira alguns destaques da programação do festival, que está sendo realizado com apoio das embaixadas da Espanha, França, Turquia, Argentina, Itália e Austrália no Brasil.

Walachai (Brasil, 2016, documentário)
O filme de Rejane Zilles mostra a vida em povoados rurais do Sul do Brasil, onde os habitantes comunicam-se num antigo dialeto alemão e, no entanto, são todos brasileiros e se identificam como tal. Haverá bate-papo com a diretora após a exibição.

Todo sobre El Asado (Argentina, 2016, documentário)
Os diretores Gastón Duprat e Mariano Cohn fazem uma radiografia dos argentinos a partir do gosto pelo “asado”. Qual a origem dessa comida, como se faz, como se come… A ironia e o politicamente incorreto dão o tom na forma como a dupla mostra os patrícios.

Make Hummus Not War (Austrália, 2012, documentário)
Trevor Graham mostra como o amor a uma comida –  o hummus (pasta de grão de bico) – une dois povos que vivem em guerra constante no Oriente Médio. Após o filme, haverá conversa com Maria Conceição Oliveira e será servido hummus preparado por Ammar Abou Nabout, refugiado sírio que vive em Brasília.

Monsier Mayonnaise (Austrália, 2016, documentário)
Outro filme de Trevor Graham.  O drama da Segunda Guerra Mundial ganha tom bem-humorado na história de George Mora, que, na Resistência Francesa ao Nazismo, salvou milhares judeus enchendo os documentos secretos da Resistência com baguetes cheias de maionese garlicky, que os guardas nazistas se recusavam a tocar.

Sagardoa Bidegile – Histórias de Sidra (Espanha, 2015, documentário)
O tema do filme de Bego Zubia Gallastegi é o costume basco de, durante quatro meses por ano, consumir tortilha, bacalhau e queijo, acompanhados da tradicional sidra, aos gritos de “txotx!’.

The Turkish Way (Espanha, documentário, 2016)
Dirigido por Luis Gonzalez, o filme conta as experiências do três irmãos Roca – do célebre restaurante El Celler de Can Roca, considerado um dos melhores do mundo – em uma viagem pela Turquia.

Siga a programação no site oficial da Objeto Sim, realizadora do festival.

Anúncios