Em “Coração”, Johnny Hooker se joga pra geral

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Se o disco de estreia de Johnny Hooker atraiu para ele a atenção de um público mais, digamos, alternativo, “Coração”, o segundo — lançado nas plataformas digitais neste domingo (23/4) –, tem tudo para ampliar a audiência do cantor.

“Coração” é um disco com potencial para tocar para grandes públicos, pelo que tem de apelo dançante, de mistura de ritmos populares”pull-right”.

Desta vez, Hooker mistura samba (“Eu Não Sou Lixo”), tecnobrega (“Corpo Fechado”, com Gaby Amarantos), axé (“Coração de Manteiga de Garrafa”), rock (“Touro”) e acaba no frevo (“Escandalizar”).

johnny hooker coracaoMas isso não significa concessão em seu estilo provocativo (que no primeiro discos já vinha no título: “Eu Vou Fazer Uma Macumba pra te Amarrar, Maldito!”). Estão lá o vocal inconfundível, a passionalidade despudorada de música de cabaré.

Também está em “Coração” o discurso de defesa da liberdade individual que o artista leva desde seu visual e performance no palco. Não por acaso, “Flutua” foi escolhida como faixa de trabalho e divulgada com uma foto dele beijando na boca de Likiner, convidado da música.

Com impecável produção de Leo Domingues, “Coração” deixa bem claro que Johnny Hooker não tem pretensão de ficar restrito a guetos, que quer é se jogar pra geral. Sem deixar e ser ele mesmo.

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