Teatro

Afinal, nudez artística é caso de polícia?

Nexo ouviu especialistas em Direito sobre polêmica prisão do performer Maikon K

No último sábado (15/7), o artista e performer paranaense Maikon Kempinski, que assina seus trabalhos como Maikon K., foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal quando apresentava, no Museu Nacional, a performance artística “DNA de DAN”.

O fato de o artista ficar nu causou indignação em alguém da plateia, que chamou a PM. Os militares levaram Maikon K. para a delegacia sob a justificativa de que ele praticava um “ato obsceno”.

Maikon narrou o ocorrido em seu perfil no Facebook e o episódio gerou uma enorme polêmica sobre o nu artístico em praça pública ser permitido ou não; se a polícia agiu certo ou não…

Para ir além dos achismos, o site Nexo consultou dois especialistas em Direto Constitucional sobre o assunto, Maíra Zapater e Roberto Dias.

Ela é doutora em Direitos Humanos e pesquisadora. Ele é professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas e da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

Uma boa chance de avançar o debate e ir além das paixões — que, de resto, tem guiado todo tipo de discussão hoje em dia.

Leia: O caso do artista preso por ‘ato obsceno’ e os limites da liberdade artística
Leia: Performer tem sua obra interrompida e é detido pela PM de Brasília

Leia: Prisão do artista Maikon K é sintoma de uma Brasília careta e covarde

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