Latinidades: mulheres negras em primeiro plano

Há 10 anos, Brasília recebe anualmente o maior festival de mulheres negras da América Latina, o Latinidades. Entre os dias 25 e 30 de julho, a 10ª edição do evento ocupa o Museu Nacional e outros espaços do Distrito Federal.

Por meio de debates, oficinas, sessões de cinema e shows, a programação coloca em evidência temas relacionados à condição das mulheres negras no Brasil e no mundo, e a produção cultural e intelectual feminina.

Em edições anteriores, o Latinidades contou com a presença de ativistas e artistas como Sueli Carneiro, Elza Soares, Ellen Oléria, a americana Angela Davis e a moçambicana Paulina Chiziane.

Este ano, com o tema “Horizontes de Liberdade: Afrofuturismo nas asas da Sankofa”, o Latinidades começa numa terça-feira, quando abre a exposição “A Cidade É Feminina”, no Espaço Coletivo (Cidade Estrutural), e termina num domingo, com a Festa Latinidades, no Outro Calaf.

Nesse meio tempo, haverá muito espaço para reflexão e celebração em eventos com entrada franca — a única atividade paga é a festa de encerramento. O duo nova-iorquino de hip-hop Oshun e a cantora moçambicana ZAV se apresentam na balada.

Na programação de mesas-redondas, temas como “Ciência, Tecnologia e Projetos de Transformação Social”, “Utopias Coletivas e Projetos de Futuro” e “Moda Preta: Poder, Lacre, Transformação”.

A programação completa pode ser conferida no site oficial do Latinidades.

Leia: Conheça Oshun, um duo feminino de hip hop de Nova York com influências yorubá

Veja: o clipe de “Amor”, da cantora ZAV

Anúncios