5 livros que podem nos ajudar a mudar o mundo

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A humanidade não anda em seus melhores dias. Radicalismo, fanatismo, intolerância, consumo desenfreado, entre outras coisas, tormam cada vez mais difícil a missão de viver. Hora de buscar novos caminhos para que as próximas gerações possam ter um planeta minimamente habitável e uma sociedade onde a convivência seja possível. Estes cinco livros lançados recentemente não trazem fórmulas prontas, mas nos ajudam a refletir sobre questões preocupantes no mundo atual.

A Diversidade em PerigoA Diversidade em Perigo — De Darwin a Lévi-Strauss
De Pascal Picq, editora Valentina, 271 págs, R$ 44,90
A diversidade aqui é mais ampla do que aquela que aparece no discurso LGBT.  Antropólogo francês, o autor confronta o planeta Terra de hoje com o que foi visto por Charles Darwin e Claude Lévi-Strauss, estudiosos que viajaram pelo mundo investigando a diversidade natural e cultural, respectivamente. Picq constata: o desaparecimento de espécies, línguas e culturas está colocando em risco o futuro da própria humanidade.

“Já é mais do que tempo de evoluirmos, de nos tornarmos autênticos Homo sapiens: isto é, homens que, finalmente, agem com consciência” (Pascal Picq)

Marketing ExistencialMarketing Existencial — A Produção de Bens de Significado no Mundo Contemporêneo
De Luiz Felipe Pondé, editora Três Estrelas, 184 págs, R$ 31,10
“Este não é um livro sobre marketing, é um livro sobre a existência”, o autor adverte. Filósofo, professor e colunista da Folha, Pondé mostra como no século 20 o marketing e a publicidade conseguiram transformar produtos materiais em “soluções” para angústias, desejos e faltas existenciais mais profundas do ser humano. Do carro à comida, tudo ganhou um significado que vai além de seu papel básico, de condução ou alimento, por exemplo.

“Encarar a vida como ela é permite viver melhor a própria vida. Eu aproximaria a ideia de amadurecimento na vida à de aceitação de que jamais existirá uma vida perfeita” (Luiz Felipe Pondé)

Mais de Uma LuzMais de Uma Luz — Fanatismo, Fé e Convivência no Século 21
De Amós Oz, Companhia das Letras, 96 págs, R$ 34,90
O livro reúne três artigos do escritor e ativista político israelense: “Caro Fanático”, “Luzes e Não (Uma Só) Luz” e “Sonhos de que Israel Deve se Livrar Rapidamente”). Todos convergem para o mesmo tema, o fanatismo que dificulta o diálogo em tempos conflituosos como os que vivemos. Não são artigos eescritos por um pesquisador ou especialista, alerta o autor, “mas por um homem engajado cujos sentimentos às vezes também se envolvem”.

“O discernimento entre as várias esferas do mal talvez seja a mais importante responsabilidade moral imposta a cada um de nós” (Amós Oz)

Ridículo PolíticoRidículo Político — Uma Investigação Sobre o Risível, a Manipulação da Imagem e o Esteticamente Correto
De Márcia Tiburi, Record, 238 págs, R$ 39,90
O ridículo tomou conta da política. Candidatos assumem lugares nos parlamentos simplesmente pelo que podem oferecer de espetáculo, pelo que têm de bizzaro ou de engraçadinho. É disso que fala a filósofa e professora Márcia Tiburi em seu livro mais recente. Numa série de ensaios, ela discorre sobre o ridículo político e chama a atenção para o quanto grave é não tratarmos com seriedade os assuntos relacionados .

“Uma das características da nossa cultura política é a ignorância. Há um discurso da ignorância que se tornou uma espécie de tendência dominante” (Márcia Tiburi).

Sobre a TiraniaSobre a Tirania — Vinte Lições do Século 20 Para o Presente
De Timothy Snyder, Companhia das Letras, 168 págs, R$ 24,90
Já falamos deste livro aqui no Boníssimo. Nele, o historiador americano Timothy Snyder desenvolve um post que publicou no Facebook poucos dias após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Snyder listava 20 lições a serem tiradas do século 20 para evitarmos a tirania hoje. Fez um livro conciso, mas sem perder o senso de urgência, e tampouco o senso de profundidade. Leitura básica.

“Evite proferir as frases que todo mundo usa, Reflita sobre sua maneira de falar, mesmo que apenas para transmitir aquilo que você acha que todos estão dizendo” (Timothy Snyder)

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