Mostra de cinema dá voz às mulheres negras

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A mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro ocupa a Caixa Cultural Brasília até o próxima terça-feira (11/7), com uma seleção de longas, médias e curtas-metragens, ficção e documentário. Todos realizados por cineastas negras no Brasil.

É significativo o número de mulheres negras que têm atuado por trás das câmeras em nosso país. E todas têm usado o cinema como forma de expressar temas que lhes dizem respeito e nem sempre encontram espaço em outros canais

Um exemplo é Juliana Vicente, criadora da Preta Portê Filmes e diretora do curta “Cores e Botas” (2010), sobre garotinha negra que sonha em ser paquita —  como eram chamadas as ajudantes de palco do antigo programa da Xuxa.

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“Cores e Botas” (foto acima) passa nesta quinta-feira (6/7) na mostra da Caixa Cultural. Em 16 minutos, o filme consegue expor temas como racismo, empoderamento da mulher e herança cultural africana.

Juliana também comparece na programação com “As Minas do Rap” (2015 — foto no alto da página), anunciado para sábado (8/7). O curta de 13 minutos dá voz a artistas que se destacam no rap nacional, como Negra Li, MC Gra e Karol Conká

Outro destaques da programação é o longa “Amor Maldito” (1984), de Adélia Sampaio. A diretora entrou para a história por ser a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, justamente esse “Amor Maldito”.

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Com Wilma Dias e Monique Lafond à frente do elenco, o filme pioneiro de Adélia passa na Caixa na sexta-feira (7/7), às 19h, antecedido por “Gurufim na Mangueira” (2000), de Danddara. O mesmo programa encerra a mostra, na terça-feira, também às 19h.

Todas as sessões têm entrada franca. Veja a programação completa no site da Caixa Cultural Brasília.

 

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