Bailarino e dramaturgo desafiam a censura no Irã

Divulgação

Vigora ainda hoje no Irã uma lei que proíbe a dança em locais públicos — a prática fere as regras de modéstia e recato pregadas pelo Alcorão. Também naquele país, um autor de teatro tem, obrigatoriamente, que submeter seus textos à análise do Centro de Arte Dramática, órgão do Ministério da Cultura do Irã (ou seja, censura).

Como é ser artista criador em um ambiente hostil como esse? As experiências vididas pelo bailarino, coreógrafo e ator Afshin Ghaffarian (foto no alto) e pelo dramaturgo Nassim Soleimanpour podem responder a essa curiosidade.

Por isso, vale a leitura: a Revista da Cultura deste mês traz um perfil dos dois artistas, que passaram recentemente pelo Brasil para participar do projeto Cortina Fechada – Territórios da Arte, do Sesc São Paulo. Um vive atualmente em Paris, o outro em Berlim.

“Através de nossa criatividade, temos de inventar o mundo em que queremos viver, apesar de todas as dificuldades. Temos de procurar novas soluções de estar no mundo. Para existir, precisamos resistir e, para resistir, precisamos criar” (Afshin Ghaffarian)

Ghaffarian também teve sua história transformada em filme, “O Dançarino do Deserto”, dirigido pelo britânico Richard Raymond. O longa foi lançado no Brasil em 2010, sem boas recomendações da crítica.

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