Redes sociais e nós, uma “DR” necessária

Temos muito a refletir sobre nossa atual relação com a internet e, em especial, com as redes sociais. Coincidentemente, dois textos interessantes sobre o assunto, publicados na terça-feira (20/6) nos ajudam nesta tarefa.

Um é um breve artigo escrito por Marcia Tiburi para sua coluna na revista Cult, “Trabalhadores digitais, uni-vos”. O outro é uma entrevista com o ativista político e da internet Eli Pariser, que saiu no El País.

A professora de filosofia e escritora Marcia Tiburi tem sido uma das mais dedicadas pensadoras de nosso tempo. Seja nas páginas da Cult ou em livros como os recentes “Como Conversar com um Fascista” e “Ridículo Político”.

“Trabalhadores digitais, uni-vos” é um texto curto em que ela chama a atenção para a grande falácia que se tornou a ideia de que a tecnologia nos libertaria do trabalho.

“É verdade que uma nova produtividade digital se instaurou. Fazemos muitas coisas pela internet: nos comunicamos como nunca, ficamos sabendo de tudo, compramos de tudo um pouco” (Marcia Tiburi)

Eli Pariser, criador do projeto Upworthy é autor do livro “O Filtro Invisível — O Que a Internet Está Escondendo de Você” (2011), em que fala sobre como Facebook, Google e outras plataformas filtram os conteúdos que chegam ao internauta.

Na entrevista a David Alandete, do El País, ele comenta o efeito disso sobre a eleição de Trump e sobre a formação de pensamento e nível de informação do público.

“O que é novo é a capacidade que essas notícias falsas têm de chegar a milhões de pessoas, apesar de estarem alojadas em meios de comunicação dos quais ninguém nunca ouviu falar” (Eli Pariser)

Leia: Trabalhadores digitais, uni-vos
Leia: “O problema é que damos todo o poder para plataformas como Google e Facebook”

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